Sobre nós


O blog “Falando do B” tem como objetivo resgatar a história de um grande sucesso do Jornal do Brasil, o Caderno B. Os alunos da FACHA (Méier) desejam mostrar o início desse suplemento, a sua fase áurea, os grandes escritores e jornalistas que trabalharam no caderno e o quanto ele foi importante, visto que inaugurou uma área cultural até então inexplorada pelo jornalismo brasileiro. Os cadernos culturais se transformaram em objeto de desejo da maioria dos jornais depois de sua criação. O Caderno B foi o pioneiro e até hoje nós podemos curtir esse trabalho diariamente no JB.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Maria Lúcia Rangel


Caderno B, década de 70, Maria Lúcia Rangel à direita
Foto publicada no site de Lucia Guimarães

A jornalista Maria Lúcia Rangel, cujo caderno de telefones, escrito em caligrafia impecável, é um tesouro e testemunha a riqueza de sua experiência profissional, foi integrante de uma das melhores equipes de repórteres culturais - a redação do Caderno B do Jornal do Brasil. No auge da censura, na década de 70, a cobertura exigia não só imaginação mas envolvia risco. “Nós tinhamos um caderno preto, imposto pelos censores, com nomes que não podiam ser citados,” conta Maria Lúcia. Um deles, era o Chico Buarque - tanto que entrevistei Julinho da Adelaide, nome que ele inventou para poder falar de sua obra na imprensa.”
Quando fez uma reportagem sobre famílias de desaparecidos políticos, o nome de Maria Lúcia foi omitido por recomendação do editor, que temia represálias contra a repórter. “Nós eramos jovens, indignados e estimulados pelo grande número de leitores que o jornal tinha na época,” lembra. “Mas o principal é que os editores, como o Humberto Vasconcellos, nos davam toda liberdade para escrever.”

A casa dos grades

Nessa matéria percebemos que o caderno B foi a casa dos grandes literários vanguardas, na época de ápice do suprimento. Personalidades brilhantes como Tárik de Souza, Fernando Sabino,
Ancelmo Góis passaram pelas redações do B. Vale a pena conferir!

Matéria publicada pelo JL Méier na edição especial sobre o Jornal doBrasil em junho de 2005. Essa edição especial foi elaborada pelos alunos do TCC ( Trabalho de Conclusão de Curso) da FACHA Méier.

http://www.facha.edu.br/publicacoes/08_jl_meier.asp

Em 2008, Bzão completou dois anos no Caderno B do JB

No ano de 2008, o Bzão completou dois anos no Caderno B do JB.
Conhecido como topetudo e usando sempre uma camisa preta com a letra B. Tem uma banda de rock, uma gata branca, uma namorada e leva um estilo de vida alternativo. "Os outros personagens que se relacionam com ele também: sua namorada Bzuda, o primo Bzinho e o amigo Gogó".O personagem foi criado por ocasião do Dia Mundial do Rock, comemorado sempre em 13 de julho. Até agosto de 2007, as tiras do Bzão saíam uma vez por semana na BdeBanda. O editor decidiu acabar com a coluna e promoveu o roqueiro para a seção Tiras, ao lado de Ota, Ciça e André Dahmer, publicado de segunda a sexta. Além do jornal impresso, as tiras do Bzão são divulgadas pela internet (www.fotolog.com/jornaldorock) e através de exposições em shows de rock.

1977: É aprovada a Lei do Divórcio

Após a derrota em duas etapas em maio de 1975, tendo como principais opositores a igreja e a classe conservadora, Nélson Carneiro consegue aprovar seu projeto de divórcio no Congresso Nacional. E o Caderno B fez uma matéria especial sobre o assunto:

Gírias consolidadas pela imprensa

O colunista Zózimo Barroso do Amaral registrou inúmeras palavras e expressões de gírias na célebre coluna social que fazia para o Jornal do Brasil, muitas das quais foram depois incorporadas à língua. No dia catorze de fevereiro de 1970, comentando a forma cautelosa com que famoso músico reentrara na atmosfera brasileira, depois de uma temporada no exterior, Zózimo escreveu no Caderno B: ''Durante o carnaval, na moita, chegou da Europa o Wilson Simonal''. ''Na moita'' é resquício de um tempo em que alguém podia ocultar-se no capim que grassava, primeiramente no campo, e depois também nas cidades.

Por complicada redução de palavra bem brasileira, combinada com insólita influência do inglês, ''niver'' passou a designar festa de aniversário. Nos finais dos anos sessenta, encontramos registro na imprensa que aludia à festa que um marido dera aos amigos ''para festejar o niver de sua bonita e louríssima esposa''.

Tão logo o dinheiro deixou de ser apenas moeda de metal e passou a ser impresso em papel, surgiram os qualificativos para nota: ''nota alta'', ''nota graúda'', ''nota violenta'', ''nota viva'', ''nota preta''.

Ainda não estava oficializada a existência do novo tipo que oferecia prestação de serviços sexuais extraordinários, a conhecida garota-de-programa, mas a imprensa já registrava, no alvorecer de 1970, que ''sair com ela custa uma nota alta''. Primeiramente, na ''garçonnière'', palavra francesa que designava o apartamento para este fim. E mais tarde, no motel, do inglês ''motel'', que designou originalmente hotel de beira de estrada, freqüentado preferencialmente por viajantes e com garagem para cada apartamento.

Os novos costumes retiraram os eufemismos e o motel substituiu a ''garçonnière'' em escala industrial.

terça-feira, 12 de maio de 2009

1984: "Memórias do Cárcere" estreia nos cinemas do Rio



Baseado do romance homônimo de Graciliano Ramos, o filme "Memórias do Cárcere" marca o reencontro do público com o cinema brasileiro. E o Caderno B faz matéria sobre a estreia do filme no dia 18/06/84.



segunda-feira, 11 de maio de 2009

Clarice sempre dava show


A SURPRESA (19/08/1967)

Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa. Sou tão delicada e forte. E a curva dos lábios manteve a inocência.
Não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como a um objeto a ser olhado. A isto se chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não me imaginei, eu existo.